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14 setembro 2010

A História Incompleta da Arte do Violino Funerário



Hoje vou falar um pouco do livro A História Incompleta da Arte do Violino Funerário, maaaas primeiro um pouco sobre o autor. Enjoy.

Rohan
Kriwaczek é escritor, compositor, violinista, ex aluno dos músicos Peter Maxwell Davies, Oliver Knussen e Judith Weir, e criador profílico de obras clássicas, partituras de teatro, televisão e rádio. Tornou-se conhecido como "A maior autoridade sobre a história e a prática do violino funerário da Ingalterra" uma forma musical que ele inventou com uma história e compositores remontando suas obras criadas a vários séculos.

Ele é criador do livro An Incomplete History of the Art of Funerary Violin(A História Incompleta da Arte do Violino Funerário) públicado em 2007. As músicas de Kriwaczek tem uma atmosféra sombria e assustadora - senão macabra.

Este livro que ele criou, apesar do nome, é uma obra de ficção e não possue uma história real.
Kriwaczek argumenta que seu livro não é uma farsa , nem uma tentativa de induzir em erro.

Ele emitiu uma declaração em 05 outubro de 2006 dizendo que ele queria "ampliar a noção de composição musical para englobar a criação de todo um gênero artístico, com a sua história de acompanhamento necessárias, mitologia, filosofia, função social, etc"

Não consegui obter uma cópia para download do livro =(


Mas nada está perdido, em 2007 foi lançado um album musical com obras de vários violinistas tocadas pelo grupo The Guild of Funerary Violinists sob a direção de Rohan Kriwaczek.

Foi uma árdua procura, mas encontrei as músicas pra download.





The Art of Funerary Violin - 2007




01 Funerarius For Michael Wise Esquire - Orlando Addleston (1681)
02 The Sombre Coquetry Of Death - Hieronymous Gratchenfleiss (1810)
03 The Dizzy Flight Of Death - Hieronymous Gratchenfleiss (1810)
04 From Pompes Funebres No.2 - Pompe Ii - Michel Meunier (1693)
05 From Funerary Suite No. 4 - Flight - Charles Sudbury (1832)
06 The Noble March Of Death - Hieronymous Gratchenfleiss (1810)
07 From Funerary Suite No.4 - Eulogy - Charles_Sudbury (1832)
08 From The Sultry Dance Of Death - Hieronymous Gratchenfleiss (1810)
09 From Sept Regards Sur L'Esprit De La Mort - Marche Funebre - Pierre Dubuisson (1826)
10 The Erroneous Dirge Of George Babcotte - George Babcotte Thomas Dinsley (1586_1697)
11 Great Funerary Sonata - Knocking At The Door - Stanley Eaton (1912)
12 Great Funerary Sonata - Introduction To The Angels - Stanley Eaton (1912)
13 Great Funerary Sonata - Purging Of Mortal Sin - Stanley Eaton (1912)




para quem quiser ouvir antes de baixar, um video aqui.




LINKS

www.rohan-k.co.uk/guildhome.html

www.myspace.com/guildoffuneraryviolinists

www.myspace.com/rohantheatreband





stay dying

19 maio 2010

Necronomicon - O livro dos Mortos

O Necronomicon (Livro de Nomes Mortos) também conhecido por Al Azif (Uivo dos Demônios Noturnos) foi escrito por Abdul Alhazred, em torno de 730 d.C, em Damasco. Ao contrário do que se pensa, não se trata somente de um compilado de rituais e encantos, e sim de uma narrativa dividida em sete volumes, numa linguagem obscura e abstrata. Algunstrechos isolados descrevem rituais e fórmulas mágicas, de forma que o leitor tenha uma idéia mais clara dos métodos de evocações utilizados. Além de abordar também as civilizações antediluvianas e mitologia antiga, tendo sua provável base no Gênese, no Apocalipse de São João e no apócrifo Livro de Enoch. Reúne um alfabeto de 21 letras, dezenove chaves (invocações) em linguagem enochiana, mais de 100 quadros mágicos compostos de até 240 caracteres, além de grande conhecimento oculto.

Segundo o Necronomicon, muitas espécies além do gênero humano habitaram a Terra. Estes seres denominados Antigos, vieram de outras esferas semelhantes ao Sistema Solar. São sobre-humanos detentores de poderes devastadores, e sua evocação só é possível através de rituais específicos descritos no Livro. Até mesmo a palavra árabe para designarantigo, é derivado do verbo hebreu cair. Portanto, seriam Anjos Caídos.

O autor do Necronomicon, Abdul Alhazred, nasceu em Sanna no Iêmen. Em busca de sabedoria, vagou de Alexandria ao Pundjab, passando muitos anos no deserto despovoado do sul da Arábia. Alhazred dominava vários idiomas e era um excelente tradutor. Possuía também habilidades como poeta, o que proporcionava um aspecto dispersivo em suas obras, incluindo o Necronomicon. Abdul Alhazred era familiarizado com a filosofia do grego Proclos, além de matemática, astronomia, metafísica e cultura de povos pré-cristãos, como os egípcios e os caldeus. Durante suas sessões de estudo, o sábio acendia um incenso que combinava várias ervas, entre elas o ópio e o haxixe.

Alhazred adaptou a interpretação de alguns neoplatonistas sobre o Necronomicon. Nesta versão, um grupo de anjos enviado para proteger a Terra tomou as mulheres humanas como suas esposas, procriando e gerando uma raça de gigantes que se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, peixes, répteis e todos os animais da Terra, consumindo a carne e o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram a confeccionar jóias, armas de guerra e cosméticos; além de ensinar encantos, astrologia e outros segredos.

Existe uma grande semelhança dos personagens e enredos das narrações do Necronomicon em diversas culturas. O mito escandinavo do apocalipse, chamado Ragnarok, é sugerido em certas passagens do Livro; além dos Djins Árabes e Anjos Hebraicos, que seriam versões dos deuses escandinavos citados. Este conceito também é análogo à tradição judaica dos Nephilins.

Uma tradução latina do Necronomicon foi feita em 1487 pelo padre alemão Olaus Wormius, que era secretário de Miguel Tomás de Torquemada, inquisidor-mor da Espanha. É provável que Wormius tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-lo a arriscar-se em traduzi-lo numa época e lugar tão perigosos. Uma cópia do livro foi enviada ao abade João Tritêmius, acompanhada de uma carta que continha uma versão blasfema de certas passagens do Gênese. Por sua ousadia, Wormius foi acusado de heresia e queimado juntamente com as cópias de sua tradução. Porém, especula-se que uma cópia teria sobrevivido à inquisição, conservada e guardada no Vaticano.

O percurso histórico do Necronomicon continua em 1586, quando o mago e erudito Jonh Dee anuncia a intenção de traduzi-lo para o idioma inglês, tendo como base a versão latina de Wormius. No entanto, o trabalho de Dee nunca foi impresso mas chegou até as mãos de Elias Ashmole (1617-1692), estudioso que os reescreveu para a biblioteca de Bodleian, em Oxford. Assim, os escritos de Ashmole ficaram esquecidos por aproximadamente 250 anos, quando o mago britânico Aleister Crowley (1875-1947), fundador do Thelema, os encontrou em Bodleian. O Thelema é regido pelo Livro da Lei, obra dividida em três capítulos na qual fica evidente o plagio da obra de Jonh Dee. No ano de 1918, Crowley conhece a modista Sônia Greene e passa alguns meses em sua companhia. Sônia conhece o escritor Howard Phillip Lovecraft em 1921, e casam-se em 1924. Neste período, o autor lança o romance A Cidade Sem Nome e o conto O Cão de Caça, onde menciona Abdul Alhazred e o Necronomicon. Em 1926, um trecho da obra O Chamado de C`Thullu menciona partes do Livro da Lei, de Crowley. Portanto, o ressurgimento contemporâneodo Necronomicon deve-se a Lovecraft, apesar de não haver evidências de que o escritor tivesse acesso ao Livro dos Nomes Mortos.

Algumas suposições aludem a outras cópias que teriam sido roubadas pelos nazistas na década de 30. Ainda nesta hipótese, haveria uma cópia do manuscrito original feita com pele e sangue dos prisioneiros dos campos de concentração, que na 2ª Guerra foi escondida em Osterhorn, uma região montanhosa localizada próxima a Salzburg, Áustria. Atualmente, não é provável que ainda exista um manuscrito árabe do Necronomicon. Uma grande investigação levou a uma busca na Índia, no Egito e na biblioteca de Mecca, mas sem sucesso.